#AT108 – Por uma Ciência Cidadã: Articulação na Luta Contra os Agrotóxicos – Compromissos

Por una Ciencia Ciudadana: Articulación en la Lucha contra los Agrotóxicos – Compromisos

Dia 15 | 10h00 – 12h00 | GUEROBA | #Agroecologia2017

Responsável: Coordenador: Leonardo Melgarejo (ABA)

Arquivo: Agenda, Temas e Campos de Ação Contra os Agrotóxicos e Transgênicos em Defesa da Vida

Relato:

O facilitador Alan Tygel iniciou a atividade informando que esta seria uma oportunidade de encaminhamento das ações, em sequência à atividade #AT17 (Auto apresentação das organizações que lutam contra agrotóxicos e OGMs), com o objetivo de passar pelos caminhos das instituições em suas formas de agir, temas de ação e tentativas de se encontrar uma agenda comum de luta. 

Após breve apresentação dos grandes temas e da agenda, foi aberta rodada para comentários, inclusões de eventos à agenda e linhas de ação das respectivas organizações. Segue breve descritivo:

- Rede CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura): construção dos grupos de CSA - 21 unidades no Distrito Federal

- Associação Abará (Itajuípe, Bahia)

- Rede de médicos populares: acesso à terra; direito de produzir; combate à fome.

- Deputado Marcelino Gallo (BA): Plano Estadual de Agroecologia da Bahia, em tramitação; medidas contra a pulverização aérea; intensificação no controle e no monitoramento; questão dos agrotóxicos contrabandeados.

- Ministério da Saúde, Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador: a representante participa como convidada o Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos; eventualmente compõe a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida mantendo diálogo e buscando apoio; Portaria de revisão da qualidade da água.

- Comitê DF (Distrito Federal) da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida: tentativa de rearticulação, formação e trabalho de base, organização de seminário.

- Gambá (grupo ambientalista da Bahia): compõe o Fórum Baiano de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos; vigilância de população exposta; desenvolvimento do PARA (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos); apoio a atuação do legislativo sobre o tema; busca por relacionar questões dos agrotóxicos com corrupção; combate aos agrotóxicos e transgênicos; atuação contra o desmonte da legislação de controle sobre o uso dos agrotóxicos.

- Fórum RN (Rio Grande do Norte) de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos:  desenvolvimento do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) estadual; ações em defesa do consumidor.

- Núcleo Paraíba da Frente Povo sem Medo: ações em saúde coletiva

- Rede Amigos da Tierra – Uruguai: visibilização do tema no Uruguai quanto aos grupos afetados; atuação na comissão de direitos humanos; produção de materiais audiovisuais; levanta a questão da contaminação do milho.

- Universidade de La Plata – Argentina: medição de agrotóxicos no ambiente; educação ambiental; trabalho com povos fumigados; abordagem integral.

- Universidade Nacional de Rosário – Argentina: saúde e educação de populações ao redor do agronegócio.

- Universidade Católica de Salvador (UCSAL): construção da rede de pesquisadores a serviços das comunidades.

- Embrapa Amazônia Oriental: compõe o Comitê AM (Amazonas) da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, e o Fórum Amazonense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos; informou que a quantidade de agrotóxicos aplicados na região está quase duplicando; denunciou a entrada de agrotóxicos contrabandeados; alertou para o suicídio de jovens indígenas relacionado aos agrotóxicos; realização de pesquisa de alternativas baseadas em agroecologia e agrofloresta; ações através do Sindicato da Embrapa, setor de Saúde do Trabalhador; integra Rede Maniva de Agroecologia; milita pelo Plano Estadual de Agroecologia.

- Universidade de Montevidéu: realização de estudos científicos – transgênicos, agrotóxicos e agroecologia; atividades de diálogo com sociedade e políticos – novas leis sobre transgênicos; comparação com sistema brasileiro de regulação de agrotóxicos; medição de resíduos de agrotóxicos; informou que rotulagem ocorre apenas em alguns municípios.

- Instituto Nacional do Câncer (INCA): realização de estudos em áreas rurais no sul e sudeste; busca gerar evidências científicas; estratégia de comunicação voltada para datas especiais, como 7 de abril (Dia da Saúde) e 4 de fevereiro (Dia do Câncer); pretende lançar novo posicionamento institucional com foco em alterações legislativas, como a lei de pulverização aérea em áreas urbanas.

- Rede Brasileira de Ação e Pesquisa Contra os Agrotóxicos: estruturação da rede.

- Gwatá Núcleo de Agroecologia e Educação do Campo (Goiás): Projeto Venenos – impactos socioambientais dos agrotóxicos, o coração do agronegócio; comunicação do filme Pontal do buriti - consequências da pulverização; realização de seminários sobre agrotóxicos e impactos ambientais; publicação - Agrotóxicos e violações socioambientais; Educação/Formação de mais de 600 pessoas via programa de extensão – formação de docentes e outros profissionais no tema dos agrotóxicos.

- MINKA (Peru): estudo de doenças terminais provocadas pela alimentação; comer saúde – alterar o mito de que não se pode fazer nada sem agrotóxicos; produção de hortaliças sem agrotóxicos; alimentação nas escolas; transição agroecológica.

- Cepagro: articulação latinoamericana - necessidade de embasamento na luta contra os agrotóxicos; apontou necessidade de produção de materiais em espanhol e maiores trocas de experiências; criação da Red Colaborar.

- Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) de Rondônia: vinculação da agricultura familiar a agroecologia; projeto de padre para incentivo a agroecologia; articulação de agroecologia.

- Universidade Federal de Lavras (UFLA), MG: integra o Comitê da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida; disputa dentro de uma instituição de educação voltada para o agronegócio; documentário sobre uso inseguro de agrotóxicos (também em espanhol) - “Uso seguro de agrotóxicos”; conversão agroecológica baseada no método camponês a camponês; fundação de um CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura).

- Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): tem como missão a informação para promoção da saúde, particularmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS); representações em várias instâncias, inclusive na Campanha; mestrado profissional em Saúde, Ambiente e Trabalho; formação em Saúde, Campo, Floresta e Água; cooperação com o Ministério da Saúde.

- Ponto de Cultura Alimentar: oferece alimento 100% natural – direto de aldeias e quilombos – sem veneno nem transgênico; Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida; atuação pelo projeto de lei para financiamento para pontos de cultura alimentar.

- Centro ecológico IPE: atua desde o início dos anos 1980; participação no Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e na Rede Ecovida; campanha por um brasil livre de transgênicos; atualmente presta assessoria em agroecologia

- Rede TECLA: avaliação previa dos impactos das novas tecnologias, como transgênicos; busca agregar mais participantes da América Latina.

- Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) da Bahia: apoio a agroecologia e a certificação participativa de produção orgânica; realização de campanha contra o câncer de mama.

- Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Núcleo de Agroecologia: atuação em áreas de reforma agrária.

- Associação Biodinâmica (ABD), em Botucatu, SP: resgate de sementes crioulas e atuação contra os transgênicos; rede de CSA; Articulação Paulista de Agroecologia; frente parlamentar de agroecologia, liderada pela Deputada Estadual Ana do Carmo, de São Paulo; perspectiva de aprovação da Política Estadual de Produção Orgânica e Agroecologia de São Paulo ainda em 2017. 

- Escolas do Rio Grande do Norte: horta escolar – desde adubação até o consumo; agrotóxicos e todas as suas consequências – alimento → cidade.

- Centro de Ação Cultural na Paraíba, parte da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA PB): atuação na Campanha; formações em sindicatos e associações; feiras agroecológicas usando materiais da Campanha; plano estadual de segurança alimentar e nutricional; direitos humanos e alimentação, via Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA).

- Agência Estadual de Defesa do Pará (Adepara): fiscalização das casas agropecuárias; produtores de soja que estão entrando na Amazônia; informe de região com monocultura de pimenta do reino; educação sanitária – palestras sobre os prejuízos causados pelos agrotóxicos

- Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador (Neast) – Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Mato Grosso (ISC/UFMT): avaliação ambiental: água, peixe, sangue, urina de trabalhadores; trabalho em conjunto com Secretaria da Saúde – Sindicato dos Professores; pressão política contra as pesquisas.

- Federação Agrícola Familiar do Piauí (PI): agroecologia e permanência do jovem do campo; núcleo de agroecologia com jovens; atender demanda de produtos agroecológicos em feiras; novo curso de agroecologia; promover a produção e comercialização de produtos agroecológicos.

- Secretaria de Meio Ambiente de Aracruz: conselho de desenvolvimento sustentável – atuação em comunidades tradicionais e unidades de conservação.

- Curso de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): pautar o tema na nutrição, não indicando o uso de transgênicos na nutrição; linha de pesquisa em agrotóxicos e transgênicos na pós-graduação.

- Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (SC): trabalhos com agricultores, consumidores e nutricionistas; observatório da alimentação saudável – produção de materiais educativos; denúncia de transgênicos não rotulados.

- Núcleo de agroecologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA): linhas de financiamento para pesquisa em técnicas não convencionais em manejo vegetal.

- Universidade Federal da Paraíba (UFPB): Bacharelado em Agroecologia; criação de Grupo de Trabalho (GT) em Saúde do Trabalhador; ensino: agrotóxicos, impactos a saúde e ao meio ambiente; pesquisa sobre relatos de intoxicação em agricultores – percepção de perigo; controle vetorial – agentes de endemias; implantação de horta nas escolas; apoio a “Sementes da paixão”.

- Fiocruz (unidade do Mato Grosso do Sul): projetos de monitoramento – comparação entre escolas rurais e urbanas; projeto para o Ministério Público Federal – contaminação do leite materno em duas etnias indígenas no entorno de Dourados, MS; agrotóxicos contrabandeados – identificação de substâncias não permitidas; integra GT Saúde da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA).

- Fórum Nacional do Ministério Público: busca por representação nos Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA).

- Curso de Nutrição da Universidade Federal de Viçosa (UFV): mestrado em agroecologia; exposição dos agricultores aos agrotóxicos; trabalhos de conscientização dos agricultores; impactos à saúde das mulheres – feminismo, aborto, infertilidade, má formação.

- Movimento dos Pequenos Agricultores de Santa Catarina (MPA – SC): alerta que os temas agrotóxicos e biotecnologia não podem ser tratado separadamente.


 Ao final, os mediadores agradeceram a participação de todos e uma pessoa da plateia pediu apoio à iniciativa de inclusão do Cerrado e da Caatinga como patrimônio natural do Brasil.

Foto da atividade:

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Publicado por

diego_blum

Gestor Ambiental e mestrando em Agroecologia e Desenvolvimento Rural. Trabalha com Jardinagem Agroecológica e Permacultura e colabora com redes de apoio a agroecologia e questões socioambientais. Apreciador de agroflorestas e diversidade (agro)biológica e cultural com suas inúmeras formas de manifestação.

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