#AT11 – Plenária das Juventudes da América Latina pela Agroecologia

Plenaria de las Juventudes de América Latina por la Agroecología

Dia 12 | 14h00 – 18h00 | AUDITÓRIO IPÊ AMARELO | #Agroecologia2017

Responsável(is): Taina Mie (REGA); Mariana Pontes (REGA); Makeda Dyese (Trinidad e Tobago/SERTA – REGA). Coordenador: Hércules Gonzales (REGA)

Relato:

Rede de Grupos de Agroecologia que organizou a plenária

O grupo responsável pela atividade utilizou a metodologia participativa denominada Café Mundial. Os coordenadores da plenária chamaram o público ao palco e apresentaram quatorze temas de discussão que foram agrupados da seguinte forma: Movimento estudantil e Educação; Luta pela terra, lutas anticapitalistas e saúde; Permacultura, agricultura urbana e comunicação; Comunidades tradicionais e cultura; Feminismo; Transição agroecológica e sementes crioulas; e Bem-viver. Compunham o público pessoas de diversas origens, nacionalidades, entidades e movimentos: Colômbia, Uruguai, Holanda, Institutos Federais, UnB, Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), Quilombo Abacatal, UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia), UFSC, UFRJ, UFPE, UFG, Unesp, UFMT, Uniminuto (Colômbia), Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal(ABEEF), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), UFPA (Universidade Federal do Pará), MST, UFF, UFV/Movimento de Ocupação, CONTRAF, CONAQ, UFPel (Universidade Federal de Pelotas, Udelar (Uruguai/Colômbia), IFAM-Tefé (AM), GAE, DANU, Universidade Estadual de Goiás (UEG), CETRA (Ceará), Ctur, FURG, IKPENG (Mato Grosso), CPT (Univasf), REGA (GO).



Apenas o tema Bem-viver não agrupou pessoas para uma discussão. Contudo, 6 grupos se formaram e duas perguntas geradoras serviram de estímulo para que propostas e desafios fossem discutidos, são elas:

1. Quais são os principais desafios que envolvem o tema?

2. Como podemos nos organizar coletivamente frente aos desafios relatados em cada tema?

Ao final do período de discussão, uma síntese de cada grupo foi apresentada da seguinte forma:

Educação e movimento estudantil:

Desafios: educação emancipadora a serviço da transformação; defesa da Educação Pública porque está sendo desestruturada. Houve corte de 80% (10 milhões para 2 milhões) dos recursos do PRONERA, o que interfere na permanência dos estudantes que vem do campo; metodologias inadequadas por parte das Universidades.

Propostas: educação popular; mais diversidade dentro das universidades; elaboração de manifesto carta política e abaixo-assinado da juventude brasileira e latinoamericana; 

Luta pela terra, lutas anticapitalistas e saúde:

Desafios: conscientização e valorização das pessoas; reconhecimento da luta pelo acesso a terra via Reforma Agrária; manipulação a grande mídia; incentivo a atividades de mineração e das hidrelétricas vem crescendo e estão se apropriando das terras dos índios, comunidades tradicionais e outros; a intoxicação por agrotóxicos.

Propostas: pensar em parcerias da comunidade, de organizações, movimentos e articulações; dar prioridade de pensar no coletivo; comunicação na luta pela terra; saber o que cada um está fazendo no seu território (comunicação); construção de SAFs; plantar sem desmatar; práticas agroecológicas na conquista pelo território; pautar a volta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA);lutar por políticas públicas; continuar na luta mesmo sem políticas públicas; mobilizar o trabalho de base para mostrar o que a gente faz; construir uma mídia do campo (comunicação popular); importância do encontro presencial e do reconhecimento do outro; valorização das metodologias participativas.

Transição agroecológica e Sementes Crioulas;

Desafios: acesso às sementes crioulas (legislação não facilita o acesso ao pequeno produtor).

Propostas: reconhecimento institucional da transição agroecológica; extensão rural; inclusão da juventude rural nas arenas de conhecimento para a geração de oportunidades e poder de escolha; desenvolver a comunicação que explique: o que são as sementes crioulas? De onde elas vêm?; Economia solidária: troca de sementes crioulas ao invés de venda; feira de trocas como forma de transmissão de conhecimento; ações jovens: juventude como promotora do futuro.

Permacultura, agricultura urbana e comunicação;

Desafios: Agricultura urbana possui o papel social de construir um novo sistema; agricultura urbana como formadora de uma nova geração diversa e multidisciplinar; papel de disseminação da juventude e o não acesso à educação; a cidade trouxe vários problemas para o campo; disseminação do estilo agroecológico; entrelace entre agricultura a soberania alimentar - como pensar em agricultura e no lugar que a gente vive com o crescimento das cidades cada vez mais concreto?

Propostas: organização dos jovens para disseminar os espaços e a Agroecologia; jardinagem de guerrilha como forma de ocupação dos espaços.

Cultura e comunidades tradicionais

Foi discutido nesse GT as culturas indígenas e quilombolas; a fala foi realizada por um homem indígena de uma etnia do Mato Grosso do Sul.

Desafios: desrespeito ao meio e às tentativas de denúncias; a adesão da geração mais jovem ao português em detrimento do dialeto local (a cultura era mais forte quando não havia predominância da língua do branco); comida e merenda escolar não diferenciada; influência das novas tecnologias e fenecimento da cultura comunitária e intergeracional; inimigos no poder; luta pela terra; grilagem.

Propostas: parar de comprar comida do branco, proximidade entre as gerações (mais novos e mais velhos), comida dos brancos com a transição da terra depois da demarcação, voltar ao movimento de roça de toco, reunir a comunidade para a prática da roça de toco, reunir os mais jovens com adultos, juventude indígena como elo da ligação entre as sociedades quilombolas, indígenas, todos, pela união se consegue mais respeito e a preservação da cultura da sociedade.


Feminismo e Agroecologia

Desafio: dificuldades da discussão do feminismo na Agroecologia; dependência financeira das mulheres e a impossibilidade de  autonomia financeira; mulheres como agente aglutinador; protagonismo e visibilidade; desafio de lutar contra o patriarcado na esfera pessoal e macro (superestrutura; desafios dentro de casa, diálogo intergeracional entre mulheres; como tornar o diálogo entre mulheres de segmentos diversos de luta de modo que se possa discutir como é o feminismo para diferentes classes, diferentes idades e culturas; reunir os diversos feminismos para que eles não percam as especificidades e também para que não se fragmentem.

Propostas: valorização do conhecimento dos sujeitos sociais enquanto debate; organização política das mulheres; articulação em redes, somar sem perder as diversidades; autonomia econômica através de geração de renda; políticas públicas específicas para mulheres; ampliar instrumentos de combate à violência e ao machismo nas esferas privadas, públicas e mais formais.

Foto da atividade:

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