#AT3 – Mesa de Abertura

Mesa de Apertura

Dia 12 | 9h30 – 10h30 | AUDITÓRIO IPÊ AMARELO | #Agroecologia2017

Abertura

Começa agora o Congresso Brasileiro e Latino-Americano de Agroecologia 2017.AO VIVO! www.agroecologia2017.com#Agroecologia2017Transmissão Ao Vivo: Coletivo Mídia Crioula

Posted by Agroecologia 2017 on Tuesday, September 12, 2017

Relato

Após uma apresentação inicial repleta de manifestações políticas, a Mesa de Abertura do CBA 2017 intensificou o sentimento ativista que permeava o salão. A mesa reuniu lideranças do movimento agroecológico da América Latina, com falas que trouxeram à tona, além do feminismo, um dos temas geradores do congresso, a defesa da causa campesina e de povos tradicionais e indígenas

Mariane Carvalho Vidal, presidente do Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), iniciou os discursos agradecendo e saudando a todos os presentes.  A pesquisadora elogiou a comissão organizadora pelo trabalho desempenhado e comemorou o sucesso do evento, relatando os números expressivos de mais de 2.500 trabalhos inscritos e 200 filmes para apresentação. Mariana exaltou, ainda, o protagonismo das mulheres nas iniciativas Agroecologicas.

Clara Nicholls, presidente da SOCLA (Sociedad Científica Latinoamericana de Agroecología), lembrou o propósito comum de todos os participantes e realizadores do congresso: “fortalecer a Agroecologia na América Latina e continuar a luta por um mundo mais justo.”. Clara denunciou a ameaça do crescimento do poder político das multinacionais, que atuam em sentido contrário aos movimentos sociais, campesinos e indígenas.

Em seguida, Irene Maria Cardoso, presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), assumiu o lugar ao microfone e começou seu discurso com um agradecimento aos estudantes que chegaram a Brasília de diversos estados para fazer o congresso. A homenagem foi recebida com aplausos e um coro que pedia “Fora, Temer!”. A agrônoma cumprimentou também as lideranças presentes, a comissão organizadora e, especialmente, os movimentos sociais que, para ela, “são os motores da Agroecologia”.

Irene expressou seu orgulho pela compreensão da plenária - em grande parte formada por jovens - de que a Agroecologia é o caminho para a transformação dos sistemas ambientais e completou: “a partir de agora este congresso é de vocês.”. Apesar de ressaltar o “momento triste” que o Brasil atravessa, lembrando os recentes ataques a quilombolas, indígenas e o “golpe em curso”, a professora reafirmou que a luta por uma agricultura sustentável continua. “Caminharemos para o bem viver com ou sem esse governo que nos oprime.”

Nívia Regina, representante do Movimento do Campo Unitário, descreveu a Agroecologia como parte da luta pela sociedade, incluindo nessa luta a agricultura familiar. Para ela, a causa agroecológica é em defesa da vida e passa por um processo de elevação de consciência da sociedade. “Não há como avançar na Agroecologia sem democracia”, afirmou, explicitando a ameaça atual sobre a autonomia do bem comum. “Lutar pela democracia é lutar contra a violência no campo”. A representante lembrou o papel estruturante das mulheres e do feminismo contra o modelo patriarcal da produção no campo e terminou sua fala com uma mensagem esperançosa: “Faz escuro, mas nós cantamos.”

Mariana Pontes, do REGA (Rede de Grupos de Agroecologia do Brasil), chamou atenção às posturas agroecológicas em um nível mais individual, pedindo “coerência entre prática e teoria”, que, segundo ela, pode ser um marco transformador de estruturas. Ela também colocou a reflexão para a mesa de abertura quanto à estrutura de mega eventos nos congressos e encontros da agroecologia. A pesquisadora concluiu sua fala com uma provocação: “Agroecologia para quem?” 

Rogério Neuwald, da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, lembrou os avanços que aconteceram para a Agroecologia no campo das políticas públicas e repetiu o provérbio: “Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, consegue coisas extraordinárias.”

O deputado federal Augusto Carvalho, da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, fechou a mesa saudando os pesquisadores brasileiros da EMBRAPA. Sob gritos de “golpista!” do público,  afirmou: “as ideologias são passageiras, o importante é reunir todos em um projeto de vida sustentável”. O deputado pediu ainda que o congresso se mobilizasse contra o despejo do CEDAC (Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado)

Foto da atividade:

Notícias: http://agroecologia2017.com/pela-vida-na-terra-agroecologia-inicia-o-x-congresso-de-agroecologia-em-brasilia/

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2 comentários sobre “#AT3 – Mesa de Abertura”

  1. Complementando: Mariana Pontes, do REGA (Rede de Grupos de Agroecologia do Brasil) também colocou a reflexão para a mesa de abertura quanto à estrutura de mega eventos nos congressos e encontros da agroecologia.

    Errata: Não foi o Rogério Pereira Dias quem falou pela Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, mas sim o Rogério Neuwald, da Secretaria de Governo da Presidência da República.

    Sugestão: acho importante citar o partido e o estado do deputado federal presente na Mesa.

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