#AT127 – Homenagem SOCLA

Homenaje SOCLA

12 | 11h45 | AUDITÓRIO IPÊ AMARELO | #Agroecologia2017

Responsável(is): Miguel Altieri (SOCLA – Chile)

Responsáveis pela atividade: estamos ansiosos para publicar seus materiais aqui, mas precisamos de sua permissão. Basta enviar para o endereço eletrônico  relatosagroecologia2017@itbio3.org a mensagem:

Concordo com a disponibilização do(s) material(is) apresentado(s) por mim na atividade #AT127 – Homenagem SOCLA no blog https://relatosagroecologia2017.itbio3.org/atividades/   e concordo  com o termo de uso do blog relatosagroecologia2017.itbio3.org/atividades/termo-de-uso/”.

 Materiais adicionais (fotos, relatos vídeos etc.) são muito bem-vindos na mensagem.

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#AT5 – Abertura da Feira Agroecológica e da Sociobiodiversidade

Apertura de la Feria Agroecológica y de la Sociobiodiversidad

Dia 12 | 11h30 – 12h00 | FEIRA   | #Agroecologia2017

Mais informações: Matéria no site da Emater

Responsáveis pela atividade: estamos ansiosos para publicar seus materiais aqui, mas precisamos de sua permissão. Basta enviar para o endereço eletrônico  relatosagroecologia2017@itbio3.org a mensagem:

Concordo com a disponibilização do(s) material(is) apresentado(s) por mim na atividade AT5 Abertura da Feira Agroecológica no blog https://relatosagroecologia2017.itbio3.org/atividades/   e concordo  com o termo de uso do blog relatosagroecologia2017.itbio3.org/atividades/termo-de-uso/”.

Materiais adicionais (fotos, relatos vídeos etc.) são muito bem-vindos na mensagem.

 

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#AT4 – Conferência de Abertura – Agroecologia na Transformação dos Sistemas Agroalimentares na América Latina: Memórias, Saberes e Caminhos para o Bem Viver

Conferencia Magistral – Agroecología en la Transformación de los Sistemas Agroalimentarios en América Latina: Memorias, Saberes y Caminos para el Bien Vivir

Dia 12 | 10h30 – 11h30 | AUDITÓRIO IPÊ AMARELO | #Agroecologia2017

Responsável(is): Jan Douwe van der Ploeg (Wageningen University – Holanda); Dona Djé (Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu); Augustin Infante (CET-Chile); Coordenadora: Irene Cardoso (ABA)

Relato:

A Conferência de Abertura do CBA começou com a moderação de Irene Cardoso, presidente da ABA (Associação Brasileira de Agroecologia), que propôs um formato diferente: uma conferência compartilhada. A discussão teve como pauta experiências bem sucedidas da utilização da Agroecologia no mundo.

O primeiro conferencista, o engenheiro agrônomo Jan Vander Ploeg, do Europe Wageningen University, na Holanda, enfatizou o aspecto multidimensional da Agroecologia. Segundo o professor, ela se dá nas redes, em diversos estados, países, continentes, está em todos os lugares e é multifuncional.

Auxiliado por um infográfico projetado em um telão, Ploeg fez uma comparação entre a produção agrícola agroecológica e a “tradicional”. Demonstrou-se, então, que o caminho ecológico produz ligeiramente menos, mas multiplica em algumas vezes o valor agregado dos produtos, beneficiando os produtores menores.

Além disso, o professor defendeu uma maior autonomia dos campesinos, que, através da Agroecologia, podem “produzir, sem destruir”. Deve-se, portanto, propor um modelo mais equilibrado, que supra as necessidades dos campesinos, ao mesmo tempo que contemple as dos consumidores. “Fazer a terra produzir não é fácil.”, explica. Ploeg afirmou que a Agroecologia fornece os caminhos para tal modelo e, simultaneamente, para a luta contra os sistemas de produção em larga escala, das grandes corporações.

Graças à falta de regulação estatal - situação fortalecida recentemente, devido ao modelo político neoliberal que se alastrou nas últimas décadas -, grandes empresas do ramo alimentício proliferaram e se fortaleceram, engolindo e diminuindo o número de unidades produtoras e empregos no meio rural.

Para o professor, a resistência deve acontecer não só nas praças, mas também  em hábitos simples, diários. Ele usou como exemplo algumas fotos de agricultores: um homem holandês com as mãos na terra, negando-se a utilizar agrotóxicos para manter sua autonomia; um grupo de camponeses utilizando fertilizante orgânico; uma mulher preparando seu próprio queijo de suas cabras, em vez de transferir a matéria prima para a indústria; uma feira apenas com orgânicos. Segundo Ploeg, são todos “atos de rebeldia”.

O professor explica que os considera assim por serem atividades descentralizadas e, quando várias do tipo surgem, por serem assim, viram uma força muito grande. Além disso, são aplicações diretas de direitos civis: o direito à alimentação e à produção de alimentos.

Ploeg contou, ainda, sobre atividades agroecológicas bem sucedidas de camponeses na Holanda, exemplificando-a com fotos. O professor terminou sua fala com o que vem sendo o hino do congresso: “sem feminismo não há Agroecologia.” 

Dando continuidade ao debate, o chileno Agustín Infante Lira, engenheiro agrônomo e presidente da SOCLA Capitulo Chileno, relatou experiências com Agroecologia em seu país de origem, trazendo “reflexões a partir de suas viagens”. O agrônomo se questionou, junto ao público, “como massificar a agroecologia?”, “como fortalecer os camponeses”, “como descobrir um modelo para qualificá-los nos princípios da Agroecologia?”.

Agustín contou de sua experiência com pequenas comunidades de agricultores Mapuches no Chile, que sofrem com uma “devastação ambiental de séculos”, resistindo à seca, frio fora de época, vulcões, tufões e uma desconfiança com o meio político naturalizada. Foram apresentadas fotografias de um ambiente devastado pela monocultura de trigo durante três séculos. O povo local é pressionado pelo Estado, que quer entregar as terras às grandes empresas. Apesar disso, segundo um diagnóstico realizado, há agroecologia e cultivo de orgânicos, principalmente organizados por mulheres, e o consumo desses alimentos vem se fortalecendo.

O agrônomo mostrou uma feira de troca de sementes entre um grupo de mulheres chilenas, que, recentemente, tem contado com um maior envolvimento de homens. A partir dessa organização, um agrossistema foi restaurado no lugar. A biodiversidade voltou, a produção aumentou e o manejo melhorou.

Agustín explicou, ainda, que as instituições que trabalham com essas iniciativas precisam de uma maior independência financeira e que isso vem acontecendo pouco a pouco. A fala foi encerrada com mais uma reflexão: “talvez possamos começar a mudar o mundo agora”.

A terceira conferencista, Dona Dijé, líder do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, começou sua fala trazendo a força de seus ancestrais para a plenária. Após agradecê-los e pedir licença, Zibé cumprimentou todos os povos tradicionais presentes e começou a contar um pouco da história do movimento de mulheres do qual faz parte. Segundo ela, a iniciativa surgiu por uma necessidade de luta das quebradeiras, que estavam começando a perder suas terras.

A agricultora contou que a tecnologia agroecológica já era usada por seus antepassados muito antes de ter esse nome. “Tudo veio da ancestralidade, do nosso povo, que já fazia Agroecologia, preservação.”. Para ela, o conhecimento acadêmico sobre o tema veio somar ao tradicional.

Zibé afirmou que cada membro do conselho carrega consigo uma afirmação: “Nós existimos. Somos um conselho de comunidades tradicionais.”. Segundo a agricultora, os direitos das quebradeiras estão sendo cortados, mas, mesmo assim, “conseguimos produzir para botar nas feiras, para dizer que nós também sabemos processar, sabemos fazer um produto de qualidade.”.

Uma frase poderosa fechou a conferência: “Sem terra, a gente não pode viver. Nossos mártires estão sendo assassinados por lutarem pela vida.”

Foto da atividade:

Notícias: 

https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/26841532/conferencia-de-abertura-do-congresso-de-agroecologia-destaca-experiencias-agroecologicas-para-o-bem-viver

http://agroecologia2017.com/pela-vida-na-terra-agroecologia-inicia-o-x-congresso-de-agroecologia-em-brasilia/

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#AT3 – Mesa de Abertura

Mesa de Apertura

Dia 12 | 9h30 – 10h30 | AUDITÓRIO IPÊ AMARELO | #Agroecologia2017

Abertura

Começa agora o Congresso Brasileiro e Latino-Americano de Agroecologia 2017.AO VIVO! www.agroecologia2017.com#Agroecologia2017Transmissão Ao Vivo: Coletivo Mídia Crioula

Posted by Agroecologia 2017 on Tuesday, September 12, 2017

Relato

Após uma apresentação inicial repleta de manifestações políticas, a Mesa de Abertura do CBA 2017 intensificou o sentimento ativista que permeava o salão. A mesa reuniu lideranças do movimento agroecológico da América Latina, com falas que trouxeram à tona, além do feminismo, um dos temas geradores do congresso, a defesa da causa campesina e de povos tradicionais e indígenas

Mariane Carvalho Vidal, presidente do Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), iniciou os discursos agradecendo e saudando a todos os presentes.  A pesquisadora elogiou a comissão organizadora pelo trabalho desempenhado e comemorou o sucesso do evento, relatando os números expressivos de mais de 2.500 trabalhos inscritos e 200 filmes para apresentação. Mariana exaltou, ainda, o protagonismo das mulheres nas iniciativas Agroecologicas.

Clara Nicholls, presidente da SOCLA (Sociedad Científica Latinoamericana de Agroecología), lembrou o propósito comum de todos os participantes e realizadores do congresso: “fortalecer a Agroecologia na América Latina e continuar a luta por um mundo mais justo.”. Clara denunciou a ameaça do crescimento do poder político das multinacionais, que atuam em sentido contrário aos movimentos sociais, campesinos e indígenas.

Em seguida, Irene Maria Cardoso, presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), assumiu o lugar ao microfone e começou seu discurso com um agradecimento aos estudantes que chegaram a Brasília de diversos estados para fazer o congresso. A homenagem foi recebida com aplausos e um coro que pedia “Fora, Temer!”. A agrônoma cumprimentou também as lideranças presentes, a comissão organizadora e, especialmente, os movimentos sociais que, para ela, “são os motores da Agroecologia”.

Irene expressou seu orgulho pela compreensão da plenária - em grande parte formada por jovens - de que a Agroecologia é o caminho para a transformação dos sistemas ambientais e completou: “a partir de agora este congresso é de vocês.”. Apesar de ressaltar o “momento triste” que o Brasil atravessa, lembrando os recentes ataques a quilombolas, indígenas e o “golpe em curso”, a professora reafirmou que a luta por uma agricultura sustentável continua. “Caminharemos para o bem viver com ou sem esse governo que nos oprime.”

Nívia Regina, representante do Movimento do Campo Unitário, descreveu a Agroecologia como parte da luta pela sociedade, incluindo nessa luta a agricultura familiar. Para ela, a causa agroecológica é em defesa da vida e passa por um processo de elevação de consciência da sociedade. “Não há como avançar na Agroecologia sem democracia”, afirmou, explicitando a ameaça atual sobre a autonomia do bem comum. “Lutar pela democracia é lutar contra a violência no campo”. A representante lembrou o papel estruturante das mulheres e do feminismo contra o modelo patriarcal da produção no campo e terminou sua fala com uma mensagem esperançosa: “Faz escuro, mas nós cantamos.”

Mariana Pontes, do REGA (Rede de Grupos de Agroecologia do Brasil), chamou atenção às posturas agroecológicas em um nível mais individual, pedindo “coerência entre prática e teoria”, que, segundo ela, pode ser um marco transformador de estruturas. Ela também colocou a reflexão para a mesa de abertura quanto à estrutura de mega eventos nos congressos e encontros da agroecologia. A pesquisadora concluiu sua fala com uma provocação: “Agroecologia para quem?” 

Rogério Neuwald, da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, lembrou os avanços que aconteceram para a Agroecologia no campo das políticas públicas e repetiu o provérbio: “Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, consegue coisas extraordinárias.”

O deputado federal Augusto Carvalho, da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, fechou a mesa saudando os pesquisadores brasileiros da EMBRAPA. Sob gritos de “golpista!” do público,  afirmou: “as ideologias são passageiras, o importante é reunir todos em um projeto de vida sustentável”. O deputado pediu ainda que o congresso se mobilizasse contra o despejo do CEDAC (Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado)

Foto da atividade:

Notícias: http://agroecologia2017.com/pela-vida-na-terra-agroecologia-inicia-o-x-congresso-de-agroecologia-em-brasilia/

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#AT2 – Boas Vindas e Caminhos do Congresso

Bienvenida y Caminos del Congreso

Dia 12 | 9h00 – 9h30 | AUDITÓRIO IPÊ AMARELO  | #Agroecologia2017

Responsável(is): Mariane Vidal (Presidente do Congresso de Agroecologia 2017); Silvana Bastos (ISPN)

Relato:

Silvana Bastos, coordenadora do Time de Programação e Metodologia do Congresso, apresentou a proposta do evento, sua organização e programação. O congresso foi organizado ao redor de 13 temas geradores que dialogam com o lema “Agroecologia  na transformação dos sistemas agroalimentares da América Latina: memórias, saberes e caminhos para o Bem Viver”.

O 13º tema "Memórias e História da Agroecologia" é abordado de forma transversal em diversos momentos, inclusive, na construção interativa da linha do tempo da agroecologia. O Congresso adotou inovações metodológicas com práticas participativas com objetivo de ampliar a troca de saberes e construção coletiva das atividades. Os participantes poderão contribuir na elaboração dos relatos, no mapeamento de suas iniciativas e na facilitação gráfica. O evento conta, também, com programação aberta ao público para interação, diálogos e construção de saberes sobre o tema, como a Feira de Agroecológica e da Sociobiodiversidade, Caminhos do Saber, Feira de Troca de Sementes Criolas e Feira de exposições.

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#AT1 – Mística de Abertura – Memórias da Agroecologia

Mística de Apertura – Memorias de la Agroecología

Dia 12 | 8h30 – 9h00 | AUDITÓRIO IPÊ AMARELO  | #Agroecologia2017

Responsável(is): Movimentos sociais e Tereza Correia (AGE)

Relato:

A abertura oficial aconteceu de forma calorosa, com o auditório Ipê-Amarelo lotado. Diversidade estampada nos rostos, o espaço vazio estava preenchido com burburinhos e expectativas para uma semana cheia de troca de saberes. Sucedeu com algumas apresentações.

- Vídeo de abertura referindo-se a 30 anos de Agroecologia em 3 minutos: Intercala lideranças políticas conservadoras e manifestações indígenas, movimentos sociais, como MST, que são duramente reprimidos.

- Declamação de poema, por Teresa Cristina Moreira Corrêa, sobre agroecologia e a união com propósito de proteção e fortalecimento do meio ambiente.

- Mística dos movimentos sociais: Atores entre a plateia fizeram discurso em coro contra o agronegócio, seguido de canção pelo direito à terra, culminando com a entrada de vários Movimentos Sociais com suas bandeiras levantadas, cantando em coro o grito pela terra. Movimentos representados na marcha: Movimento de Pequenos Agricultores - MPA; Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agriculturas Familiares - CONTAG; Comissão Pastoral da Terra - CPT; Marcha das Margaridas; Movimento Sem Terra - MST; La Via Campesina; Movimento da Juventude; Pastoral da Juventude Rural; Movimentos de Atingidos pela Mineração; Movimento LGBT sem terra; Levante Popular - LGBT; Movimento Camponês Popular; Movimento das Mulheres Camponesas - MMC; Movimento dos Atingidos por Barragem; Coordenação Nacional da Articulação das Comunidades Quilombolas - CONAC; Conselho Indigenista Missionário - CIMI; Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro - CONTRAF. Todos presentes no palco declararam o motivo da luta fundiária, falta de paz, grito de guerra por uma terra que não falha e é sagrada.  Em defesa pela Agroecologia, como uma necessidade de todos!

Jorge Luís e Ane Gabriela, representantes da Brigada de Agitação e propaganda Carlos Marighela do MST, declamaram a poesia Homens da Terra de Vinicius de Moraes. Plateia ovacionou a apresentação. Seguido de um coro geral de #FORATEMER!

 

Facilitação Gráfica:

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#AT999 – Modelo de post apenas para referência

Modelo de post sólo para referencia

Dia 12 | 10h30 – 11h30 | AUDITÓRIO FICTÍCIO | #Agroecologia2017

Responsável(is): Fulano Sobrenome (ONG); Ciclano Outro Sobrenome (Universidade); Beltrano Meu Sobrenome (Local) (coordenador).

Arquivos: link com nome do 1o arquivo; link com nome do 2o arquivo

Relato:

Relato relativo à atividade, contendo informações importantes sobre a mesma 

Foto da atividade:

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