#AT108 – Por uma Ciência Cidadã: Articulação na Luta Contra os Agrotóxicos – Compromissos

Por una Ciencia Ciudadana: Articulación en la Lucha contra los Agrotóxicos – Compromisos

Dia 15 | 10h00 – 12h00 | GUEROBA | #Agroecologia2017

Responsável: Coordenador: Leonardo Melgarejo (ABA)

Arquivo: Agenda, Temas e Campos de Ação Contra os Agrotóxicos e Transgênicos em Defesa da Vida

Relato:

O facilitador Alan Tygel iniciou a atividade informando que esta seria uma oportunidade de encaminhamento das ações, em sequência à atividade #AT17 (Auto apresentação das organizações que lutam contra agrotóxicos e OGMs), com o objetivo de passar pelos caminhos das instituições em suas formas de agir, temas de ação e tentativas de se encontrar uma agenda comum de luta. 

Após breve apresentação dos grandes temas e da agenda, foi aberta rodada para comentários, inclusões de eventos à agenda e linhas de ação das respectivas organizações. Segue breve descritivo:

- Rede CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura): construção dos grupos de CSA - 21 unidades no Distrito Federal

- Associação Abará (Itajuípe, Bahia)

- Rede de médicos populares: acesso à terra; direito de produzir; combate à fome.

- Deputado Marcelino Gallo (BA): Plano Estadual de Agroecologia da Bahia, em tramitação; medidas contra a pulverização aérea; intensificação no controle e no monitoramento; questão dos agrotóxicos contrabandeados.

- Ministério da Saúde, Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador: a representante participa como convidada o Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos; eventualmente compõe a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida mantendo diálogo e buscando apoio; Portaria de revisão da qualidade da água.

- Comitê DF (Distrito Federal) da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida: tentativa de rearticulação, formação e trabalho de base, organização de seminário.

- Gambá (grupo ambientalista da Bahia): compõe o Fórum Baiano de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos; vigilância de população exposta; desenvolvimento do PARA (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos); apoio a atuação do legislativo sobre o tema; busca por relacionar questões dos agrotóxicos com corrupção; combate aos agrotóxicos e transgênicos; atuação contra o desmonte da legislação de controle sobre o uso dos agrotóxicos.

- Fórum RN (Rio Grande do Norte) de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos:  desenvolvimento do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) estadual; ações em defesa do consumidor.

- Núcleo Paraíba da Frente Povo sem Medo: ações em saúde coletiva

- Rede Amigos da Tierra – Uruguai: visibilização do tema no Uruguai quanto aos grupos afetados; atuação na comissão de direitos humanos; produção de materiais audiovisuais; levanta a questão da contaminação do milho.

- Universidade de La Plata – Argentina: medição de agrotóxicos no ambiente; educação ambiental; trabalho com povos fumigados; abordagem integral.

- Universidade Nacional de Rosário – Argentina: saúde e educação de populações ao redor do agronegócio.

- Universidade Católica de Salvador (UCSAL): construção da rede de pesquisadores a serviços das comunidades.

- Embrapa Amazônia Oriental: compõe o Comitê AM (Amazonas) da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, e o Fórum Amazonense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos; informou que a quantidade de agrotóxicos aplicados na região está quase duplicando; denunciou a entrada de agrotóxicos contrabandeados; alertou para o suicídio de jovens indígenas relacionado aos agrotóxicos; realização de pesquisa de alternativas baseadas em agroecologia e agrofloresta; ações através do Sindicato da Embrapa, setor de Saúde do Trabalhador; integra Rede Maniva de Agroecologia; milita pelo Plano Estadual de Agroecologia.

- Universidade de Montevidéu: realização de estudos científicos – transgênicos, agrotóxicos e agroecologia; atividades de diálogo com sociedade e políticos – novas leis sobre transgênicos; comparação com sistema brasileiro de regulação de agrotóxicos; medição de resíduos de agrotóxicos; informou que rotulagem ocorre apenas em alguns municípios.

- Instituto Nacional do Câncer (INCA): realização de estudos em áreas rurais no sul e sudeste; busca gerar evidências científicas; estratégia de comunicação voltada para datas especiais, como 7 de abril (Dia da Saúde) e 4 de fevereiro (Dia do Câncer); pretende lançar novo posicionamento institucional com foco em alterações legislativas, como a lei de pulverização aérea em áreas urbanas.

- Rede Brasileira de Ação e Pesquisa Contra os Agrotóxicos: estruturação da rede.

- Gwatá Núcleo de Agroecologia e Educação do Campo (Goiás): Projeto Venenos – impactos socioambientais dos agrotóxicos, o coração do agronegócio; comunicação do filme Pontal do buriti - consequências da pulverização; realização de seminários sobre agrotóxicos e impactos ambientais; publicação - Agrotóxicos e violações socioambientais; Educação/Formação de mais de 600 pessoas via programa de extensão – formação de docentes e outros profissionais no tema dos agrotóxicos.

- MINKA (Peru): estudo de doenças terminais provocadas pela alimentação; comer saúde – alterar o mito de que não se pode fazer nada sem agrotóxicos; produção de hortaliças sem agrotóxicos; alimentação nas escolas; transição agroecológica.

- Cepagro: articulação latinoamericana - necessidade de embasamento na luta contra os agrotóxicos; apontou necessidade de produção de materiais em espanhol e maiores trocas de experiências; criação da Red Colaborar.

- Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) de Rondônia: vinculação da agricultura familiar a agroecologia; projeto de padre para incentivo a agroecologia; articulação de agroecologia.

- Universidade Federal de Lavras (UFLA), MG: integra o Comitê da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida; disputa dentro de uma instituição de educação voltada para o agronegócio; documentário sobre uso inseguro de agrotóxicos (também em espanhol) - “Uso seguro de agrotóxicos”; conversão agroecológica baseada no método camponês a camponês; fundação de um CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura).

- Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): tem como missão a informação para promoção da saúde, particularmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS); representações em várias instâncias, inclusive na Campanha; mestrado profissional em Saúde, Ambiente e Trabalho; formação em Saúde, Campo, Floresta e Água; cooperação com o Ministério da Saúde.

- Ponto de Cultura Alimentar: oferece alimento 100% natural – direto de aldeias e quilombos – sem veneno nem transgênico; Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida; atuação pelo projeto de lei para financiamento para pontos de cultura alimentar.

- Centro ecológico IPE: atua desde o início dos anos 1980; participação no Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e na Rede Ecovida; campanha por um brasil livre de transgênicos; atualmente presta assessoria em agroecologia

- Rede TECLA: avaliação previa dos impactos das novas tecnologias, como transgênicos; busca agregar mais participantes da América Latina.

- Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) da Bahia: apoio a agroecologia e a certificação participativa de produção orgânica; realização de campanha contra o câncer de mama.

- Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Núcleo de Agroecologia: atuação em áreas de reforma agrária.

- Associação Biodinâmica (ABD), em Botucatu, SP: resgate de sementes crioulas e atuação contra os transgênicos; rede de CSA; Articulação Paulista de Agroecologia; frente parlamentar de agroecologia, liderada pela Deputada Estadual Ana do Carmo, de São Paulo; perspectiva de aprovação da Política Estadual de Produção Orgânica e Agroecologia de São Paulo ainda em 2017. 

- Escolas do Rio Grande do Norte: horta escolar – desde adubação até o consumo; agrotóxicos e todas as suas consequências – alimento → cidade.

- Centro de Ação Cultural na Paraíba, parte da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA PB): atuação na Campanha; formações em sindicatos e associações; feiras agroecológicas usando materiais da Campanha; plano estadual de segurança alimentar e nutricional; direitos humanos e alimentação, via Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA).

- Agência Estadual de Defesa do Pará (Adepara): fiscalização das casas agropecuárias; produtores de soja que estão entrando na Amazônia; informe de região com monocultura de pimenta do reino; educação sanitária – palestras sobre os prejuízos causados pelos agrotóxicos

- Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador (Neast) – Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Mato Grosso (ISC/UFMT): avaliação ambiental: água, peixe, sangue, urina de trabalhadores; trabalho em conjunto com Secretaria da Saúde – Sindicato dos Professores; pressão política contra as pesquisas.

- Federação Agrícola Familiar do Piauí (PI): agroecologia e permanência do jovem do campo; núcleo de agroecologia com jovens; atender demanda de produtos agroecológicos em feiras; novo curso de agroecologia; promover a produção e comercialização de produtos agroecológicos.

- Secretaria de Meio Ambiente de Aracruz: conselho de desenvolvimento sustentável – atuação em comunidades tradicionais e unidades de conservação.

- Curso de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): pautar o tema na nutrição, não indicando o uso de transgênicos na nutrição; linha de pesquisa em agrotóxicos e transgênicos na pós-graduação.

- Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (SC): trabalhos com agricultores, consumidores e nutricionistas; observatório da alimentação saudável – produção de materiais educativos; denúncia de transgênicos não rotulados.

- Núcleo de agroecologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA): linhas de financiamento para pesquisa em técnicas não convencionais em manejo vegetal.

- Universidade Federal da Paraíba (UFPB): Bacharelado em Agroecologia; criação de Grupo de Trabalho (GT) em Saúde do Trabalhador; ensino: agrotóxicos, impactos a saúde e ao meio ambiente; pesquisa sobre relatos de intoxicação em agricultores – percepção de perigo; controle vetorial – agentes de endemias; implantação de horta nas escolas; apoio a “Sementes da paixão”.

- Fiocruz (unidade do Mato Grosso do Sul): projetos de monitoramento – comparação entre escolas rurais e urbanas; projeto para o Ministério Público Federal – contaminação do leite materno em duas etnias indígenas no entorno de Dourados, MS; agrotóxicos contrabandeados – identificação de substâncias não permitidas; integra GT Saúde da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA).

- Fórum Nacional do Ministério Público: busca por representação nos Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA).

- Curso de Nutrição da Universidade Federal de Viçosa (UFV): mestrado em agroecologia; exposição dos agricultores aos agrotóxicos; trabalhos de conscientização dos agricultores; impactos à saúde das mulheres – feminismo, aborto, infertilidade, má formação.

- Movimento dos Pequenos Agricultores de Santa Catarina (MPA – SC): alerta que os temas agrotóxicos e biotecnologia não podem ser tratado separadamente.


 Ao final, os mediadores agradeceram a participação de todos e uma pessoa da plateia pediu apoio à iniciativa de inclusão do Cerrado e da Caatinga como patrimônio natural do Brasil.

Foto da atividade:

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#AT96 – Sociobiodiversidade – Salvaguardando o direito ao livre uso da biodiversidade em nível local: experiências e estratégias.

Sociobiodiversidad – Salvaguardando el derecho al libre uso de la biodiversidad a nivel local: experiencias y estrategias

Dia 14 | 14h00 – 18h00 | CALIANDRA | #Agroecologia2017

Responsável(is): Marciano Toledo da Silva (GT Biodiversidade da ANA); Silvia Dora Rodriguez Cervantes (Universidade Nacional da Costa Rica); Naiara Bittencourt ( Terra de Direitos); Lourdes Laureano(Articulação Pacari); Gustavo Soldati (Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia); Flávia Londres (Articulação Nacional de Agroecologia)

Responsáveis pela atividade: estamos ansiosos para publicar seus materiais aqui, mas precisamos de sua permissão. Basta enviar para o endereço eletrônico  relatosagroecologia2017@itbio3.org a mensagem:

Concordo com a disponibilização do(s) material(is) apresentado(s) por mim na atividade #AT96 – Sociobiodiversidade – Salvaguardando o direito ao livre uso da biodiversidade em nível local: experiências e estratégias no blog https://relatosagroecologia2017.itbio3.org/atividades/   e concordo  com o termo de uso do blog relatosagroecologia2017.itbio3.org/atividades/termo-de-uso/”.

 Materiais adicionais (fotos, relatos vídeos etc.) são muito bem-vindos na mensagem.

 

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#AT94 – Sociobiodiversidade – Diálogo de saberes para a sustentabilidade no território

Sociobiodiversidad – Diálogo de saberes para la sostenibilidad en el territorio

Dia 14 | 14h00 – 17h00 | TATU CANASTRA | #Agroecologia2017

Responsável(is): Coordenadora: Monica Nogueira (UnB)

Responsáveis pela atividade: estamos ansiosos para publicar seus materiais aqui, mas precisamos de sua permissão. Basta enviar para o endereço eletrônico  relatosagroecologia2017@itbio3.org a mensagem:

Concordo com a disponibilização do(s) material(is) apresentado(s) por mim na atividade #AT94 – Sociobiodiversidade – Diálogo de saberes para a sustentabilidade no território no blog https://relatosagroecologia2017.itbio3.org/atividades/   e concordo  com o termo de uso do blog relatosagroecologia2017.itbio3.org/atividades/termo-de-uso/”.

 Materiais adicionais (fotos, relatos vídeos etc.) são muito bem-vindos na mensagem.

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#AT86 – Experiências de Construção do Conhecimento voltadas a públicos diferenciados na AL

Experiencias de Construcción del Conocimiento dirigidas a públicos diferenciados en AL

Dia 14 | 14h00 – 16h00 | ARARA CANINDÉ | #Agroecologia2017

Responsável(is): Makeda Dyese (Trinidad e Tobago/SERTA – REGA); Eliane Oliveira da Silva Kai (MST); Adriana Galvão Freire (ASPTA); Coordenador: Giuseppe Bandeira (ABA)

Relato:

No dia 14 de setembro na Sala Arara Canindé do Centro de Convenções Ulisses Guimarães em Brasília, realizou-se a mesa redonda sobre Experiências de Construção do Conhecimento voltados a Públicos Diferenciados na América Latina Coordenada por Giuseppe Bandeira da Associação Brasileira de Agroecologia - ABA, com a participação  de Makeda Dyese do Serviço de Tecnologia Alternativa SERTA de Pernambuco, substituindo Mônica Mendonça; Vanderlúcia  de Oliveira Simplicio, Coordenadora do Setorial de Educação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e Adriana Galvão Freire que trabalha na ASPTA Paraíba - PB junto aos grupos de mulheres do Polo da Borborema.     

Guiseppe abriu a atividade resgatando os objetivos da mesa, que buscou apresentar as experiências de educação formal articuladas por organizações e instituições do campo agroecológico, que tem como ponto comum os públicos diferenciados como jovens e mulheres. Também resgatou deliberações dos processos de construção de diretrizes para experiências de educação formal inclusiva, promovidas pela ABA, como o I Seminário Nacional de Educação em Agroecologia I SNEA realizado em 2013 pela ABA em parceria com o Núcleo de Agroecologia e Campesinato - NAC da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE em Paulista - PE, onde mais de 170 educadores, educadoras e estudantes de instituições de ensino e movimentos sociais realizaram vários debates e processos de aprendizagem coletiva, buscando a identificação e ressignificação de referenciais que orientam experiências concretas de Educação Formal em Agroecologia.


Acesse aqui o blog com os resultados do I SNEA


Makeda Smenkh-Ka-Ra educadora do Serviço de Tecnologia Alternativa - SERTA de Pernambuco - Brasil  

Makeda abre a fala apresentando um vídeo sobre o trabalho de educação do SERTA.

Acesse aqui o vídeo sobre a Escola Inovadora do SERTA


Após o vídeo, Makeda retoma a fala sobre a experiência do SERTA, apresentando-o como um portal onde se encontram as diversidades e se abrem possibilidades de desenvolvimento das pessoas. Disse ainda que o SERTA é uma Oscip, que se articula como uma institucionalidade e uma (in)institucionalidade, onde o não formal e o formal se misturam e se articulam no currículo explícito e no currículo oculto da instituição.

Disse  que se animou em estudar no SERTA, pois já era pedagoga, mas tinha interesse em vivenciar a pedagogia da alternância. Comentou que está se formando no próximo ano  e que tem vivenciado um tipo diferente de pedagogia, onde há uma diversidade real na base das ações, que vem de comunidades quilombolas, assentamentos e  comunidades tradicionais e cada vez vemos mais alunos das áreas urbanas.

Comentou que hoje são mais de 600 alunos estudando no SERTA e o apoio do governo não ultrapassa o necessário para manter  200. Os recursos são muito minguados e as contas são muito altas. Estamos aqui para propor parcerias e construir junto com vocês.

Para promover o processo de construção de conhecimento agroecológico, disse que tem feito um trabalho para que as pessoas construam sua história de vida e se coloquem como um ator na construção da agroecologia. Dentro da proposta metodológica,  depois vem a imersão, que é um momento de parceria total, muito abertura e muita intimidade, onde centenas de pessoas estabelecem um profundo processo de intercâmbio.

Chamou a atenção para o fato de que precisamos dar valor e conhecer nossas relações com nossa primeira casa,  que é nosso corpo e progressivamente temos que expandir nossa percepção para a nossa comunidade, para nossas organizações e para os ecossistemas naturais e sociais em que vivemos.


Vanderlucia de Oliveira- Setor de Ediucação do MST

Vanderlúcia, como coordenadora do Setor de educação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST substituiu Eliane Kai que não pode estar presente e falou sobre o que o Setor de Educação do MST vem discutindo e realizando no que se refere a educação para agroecologia. Disse que o trabalho do MST em relação a agroecologia já acontece a muitos anos e que  agora temos feito uma campanha junto às escolas rurais por alimentação saudável e valorização dos alimentos agroecológicos. 

Comentaou que para iniciar essa campanha foi realizado um diagnóstico sobre o que as famílias assentadas vem comendo. Daí percebeu-se que mesmo com o potencial produtivo das comunidades as famílias assentadas de uma forma geral ainda comem mal.

Disse que também vem realizando um grande esforço para a introdução da agroecologia como conteúdo transversal dentro de todos os cursos realizados pelo MST. Dessa forma passaram a discutir a agroecologia não como um conteúdo específico mas como referência para todas  as atividades e em todas as disciplinas. 

Complementou a fala dizendo que É nesse sentido é que temos marcado o nosso trabalho, valorizando não só a produção, mas os aspectos culturais, sociais e políticos dos processos educacionais orientados para fortalecer as ações das famílias, comunidades e organizações.  

Adriana Galvão Freire (ASPTA - Agricultura Familiar e Agroecologia)

Adriana se apresentou, como bióloga, que trabalha na ASPTA da Paraíba, junto ao movimento de mulheres, na região da Serra da Borborema, num espaço de articulação chamado Pólo da Borborema, que é uma região que articula 14 municípios no Agreste, região entre a Zona da Mata e o Semiárido do estado da Paraíba.

Inicialmente Adriana fez um resgate do início do trabalho da ASPTA com as mulheres na região, comentando que dentro dos princípios metodológicos desenvolvidos para se trabalhar o apoio às organizações do Polo da Borborema, uma das estratégias foi a assessoria para a constituição e o fortalecimento dos grupos de mulheres, que começaram a se formar a partir do trabalho de uma Comissão formada pelos Sindicatos para trabalhar as questões de saúde e educação. 

Assim seguiu sua fala dizendo que desde o início do trabalho da ASPTA na região, as mulheres começaram a participar, e que  nesse processo buscou-se identificar o seu papel e o papel do seu trabalho no contexto das propriedades da região, daí se projetou o espaço que elas chamavam de "arredor de casa", que é um espaço complexo e pluriativo onde se processa boa parte dos trabalhos femininos dentro da unidade familiar, e que apesar da clara importância desse espaço para a reprodução da família, muitas vezes a ele se destina a invisibilidade.

Luciana comentou seguindo sua apresentação, que foram feitas muitas atividades para se aprofundar o conhecimento sobre esse espaço e processos de diagnósticos e experimentação para se dar visibilidade e entender melhor os papéis das mulheres e de seu trabalho dentro dos sistemas produtivos. Nesse contexto foi-se desenvolvendo um conjunto de ações que contribuíram para formar uma rede de agricultoras experimentadoras. Hoje há uma rede consolidada de agricultoras experimentadoras envolvendo algo como 1.300 mulheres, em mais de 300 comunidades e 10 municípios. É essa rede que mobiliza a força do trabalho das mulheres no Polo da Borborema. 

Sobre essa etapa do trabalho Luciana disse, que  partir dessa rede e dos conhecimentos produzidos no âmbito da atuação das mulheres, foram se identificando necessidades de investimento em seus espaços de trabalho e oportunidades de financiamento e apoio, via políticas públicas por exemplo, que levaram à introdução de infraestruturas de armazenamento de água no "arredor de casa", infraestruturas estas que  contribuíram para potencializar a capacidade produtivas destes espaços e o fortalecimento de suas atividades econômicas e por fim da sua autonomia no contexto familiar.

Durante o trabalho Luciana comentou que foi se percebendo que a força do patriarcado ainda prendia as mulheres à cozinha e a partir desta constatação passaram a discutir os papeis das mulheres como lideranças comunitárias e como a agroecologia contribuía para abrir e fortalecer os caminhos e oportunidades para essas mulheres. Neste processo realizaram a sistematização da trajetória de de Wanda, uma mulher líder comunitária que passou por todos os problemas relacionados à preconceitos e opressão que as mulheres lideranças passam.  

A partir da experiência e da vida de Wanda, transformada em foto novela, se permitiu o debate e a reflexão sobre as raízes do machismo na agricultura familiar da região, e a sua vida e história serviram de reflexão para vários grupos de mulheres que refletiram sobre suas próprias vidas a partir das publicações feitas com a História de Wanda. A partir daí, se fortaleceu o papel do teatro na reflexão sobre o machismo e o patriarcado dentro do trabalho com as mulheres. Dessa forma foi produzida uma peça chamada a "Vida de Margarida" que depois se transformou em video-novela e em seguida foi produzida uma cartilha que também foi utilizada para se refletir sobre a condição das mulheres na região.

Luciana comentou ainda que em setembro de 2014 houve o assassinato de Ana Alice de Macedo Valentin, do município de Queimadas.  Ana Alice era militante do Polo da Borborema e no dia 19 de setembro de 2012, quando voltava da escola, foi sequestrada e barbaramente violentada. Seu corpo foi enterrado na Zona Rural do município de Caturité, só sendo encontrado 50 dias após o crime. E que após o desaparecimento da jovem, foi formado o Comitê de Solidariedade e pelo Fim da Violência Contra a Mulher Ana Alice, composto por mais de 30 organizações rurais e urbanas. Após isso criamos uma campanha pela justiça e pelo fim da violência contra mulher #PeloFimDaViolênciaContraMulher. 

Luciana disse que ao longo desses anos realizou-se um conjunto de manifestações chamadas de Marchas pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia que mobilizou dezenas milhares de mulheres na região, sendo realizada em vários dos municípios mais importantes do Polo. No último ano realizamos a 8ª Marcha das Margaridas em que houve uma dinâmica de multiplicação das Margaridas.

Assim Luciana encerrou a sua apresentação agradecendo a todos com um "Sem feminismo não há agroecologia"!!


Debate

Guiseppe abre a discussão e propõem uma metodologia para se promover o debate. Fica decidido que cada um faz a inscrição para falar.

Primeira pergunta:

Como estas experiências podem ser realizadas para ampliar o movimento da agroecologia em termos territoriais??

Vanderlúcia: O trabalho do setor de educação tem contribuído para a disseminação do trabalho em agroecologia do MST nos diversos territórios em que o movimento tem atuação, isso se dá principalmente pela capacidade dos estudantes em transformar em prática os conhecimentos produzidos nos processos formativos. 

Makeda: Para ela, os intercâmbios internacionais e interestaduais podem ajudar a se fazer a ampliação do trabalho.

Luciana: Para ela, a atuação em Redes, como os sindicatos e a Articulação do Semiárido - ASA, ajudam a expandir os resultados obtidos em um contexto para adapta-los para os outros.

Segunda pergunta:

Como fazer um tipo de educação que vá para além da produção e da técnica? A escola sozinha não transforma a sociedade porem sem a escola a sociedade não se transforma. Temos que valorizar a rede de educação agroecológica do NE, precisamos fazer de outra forma. precisamos nos conhecer, precisamos nos entender como atores neste contexto da atuação social e política e dos educadores e educandos no processo de construção de um novo conhecimento que avance para outras dimensões alem da dimensão técnica.

Makeda: Eu diria que primeiro devemos olhar para o currículo oculto, o sutil, o que se vivencia e o que se experimenta e depois para o currículo formal, valorizando a experiência temos como promover processos que valorizem as várias dimensões da aprendizagem.  

Vanderlucia: No MST, para nós a escola é fundamental, mas a escola precisa estar na comunidade, aberta à comunidade e não apenas um prédio no lugar. Estamos agora na formação da terceira turma de professores dos assentamentos para discutir as relações entre agroecologia e educação.

Luciana: Eu sou mineira e me encantei com o nordeste, no primeiro dia de trabalho, estávamos discutindo uma metodologia de trabalho para explicar o que era a silagem, ficamos construindo uma proposta, mas quando chegamos na propriedade o agricultor já tinha feito tudo, estava muito mais adiantado que a gente. Por exemplo, foi com elas que começamos a compreender o que é o "arredor de casa" e a partir disso transformamos a nossa ação e da nossa ação a realidade em que vivemos e trabalhamos. Ou seja precisamos apurar muito nossos ouvidos e ter muita sensibilidade para captar esses elementos que tem mais relação com a cultura, mas que tem relações profundas com a técnica. 

Makeda: Gostaria de retomar a questão da parceria, que tem a ver com o convite real da participação e da colaboração para a se colocar e contribuir em processos reais.
  
Terceira pergunta:

Prof. do IFG Formosa: A pergunta do outro camarada me levou a refletir sobre a necessidade de conversarmos mais sobre os nossos diferentes campos de saber e colocar os entendimentos para revelar mais de seus campos. A partir do debate sobre o feminismo, comecei a pensar que hoje vivemos uma era do slogan, em que as pessoas não estão querendo mais que dialogar e aprender mutuamente, estão muito interessadas em ganhar o debate tipo: lacrou!! Como as reuniões mistas de homens e mulheres contribuem para a promoção do debate verdadeiro lá na Borborema?

Luciana: Isso que você perguntou é bem legal, no início a participação das mulheres era muito menor, nos trabalhamos com um movimento sindical, que é muito machista, E a partir do trabalho com as mulheres, percebemos a importância de debater a questão do machismo e do feminismo de forma conjunta, com homens e mulheres, principalmente para garantir que o processo de mudança integre todos. Por fim no último ano tivemos a realização da marcha com 1500 mulheres, que inicialmente estava prevista para ter 3000 participantes, mas como não conseguimos recursos, a realizamos com o apoio dos Sindicatos, mas foi redesenhada para os sindicatos poderem bancar a marcha.

Vanderlucia: No MST temos realizado as cirandas feministas, envolvendo crianças, homens e mulheres para envolver as mulheres em todos os processos. O movimento também estabeleceu cotas de participação de mulheres em todas as suas instâncias de decisão, o que tem contribuido efetivamente para se incorporar a visão de inclusão de gêmeros em todos os processos decisórios do movimento. 

Palavras finais:     

Por fim todas agradeceram a participação no evento e a oportunidade de estarem naquela mesa e Guiseppe encerrou o debate.

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#AT73 – A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica no Brasil

La Política Nacional de Agroecología y Producción Orgánica en Brasil

Dia 14 | 10h00 – 12h00 | LOBO GUARÁ | #Agroecologia2017

Responsável(is): Iracema Moura (Ministério da Saúde); Denis Monteiro (ANA); Mário Ávila (UnB); Regina Sambuichi (IPEA); Emma Siliprandi (GT Mujeres, Agroecologia y Economia Solidária de CLACSO – Espanha); Paulo Petersen (ABA); Coordenador: Rogério Neuwald (Secretaria Executiva da CNAPO)

Arquivo:

Apresentacao_Avaliacao Planaplo

Livro A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica no Brasil

Relato:

O coordenador da atividade, Rogério Neuwald, abriu a roda de dialogo dando boas-vindas aos participantes. A atividade foi organizada da seguinte forma, cada palestrante faz uma apresentação de 10 minutos, para posteriormente abrir para manifestações e perguntas.

A atividade consistiu na avaliação da Política e do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, instituídas pelo Estado brasileiro, seus antecedentes e principais resultados gerados. Foram apresentados os dados do estudo conduzido pelo IPEA, publicados no livro "A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica no Brasil: uma trajetória de luta pelo desenvolvimento rural sustentável".

 Denis Monteiro (ANA)

Começou sua fala ressaltando que o objetivo dessa roda de diálogo é avaliar o presente, pensar o futuro e analisar os desafios que teremos pela frente. A instituição da PNAPO, em agosto de 2012, é um ato histórico importante para o movimento agroecológico brasileiro, fruto de uma ação coletiva. Construir a PNAPO e o PLANAPO foi um desafio, já que o ambiente político brasileiro sempre foi difícil, dada a hegemonia do agronegócio nos territórios.

Ao olhar  trajetória do movimento agroecológico, é possível identificar várias pequenas vitórias, alcançadas mesmo com poucos recursos. Um exemplo disso são os núcleos de agroecologia, criados em diversas universidades brasileiras e o resultado disso está aqui no congresso, com a presença massiva dos estudantes.

Fazendo um resgate histórico, a trajetória do movimento agroecológico  no Brasil, a partir de meados da década de 80, ganha expressão com a redemocratização do país. Nesse momento as iniciativas agroecológicas e de desenvolvimento rural se ampliam, tendo como inspiração as metodologias participativas e de desenvolvimento rural abordadas no Projeto Tecnologias Alternativas - PTA da FASE. É nesse momento que o conceito da agroecologia ganha força.

A década de 90 foi marcada pela forte mobilização camponesa de luta pela terra. Além disso, no semiárido acontece uma grande mobilização em torno do conceito da convivência com o semiárido, o que culmina com a criação da Articulação do Semiárido -ASA.

No final dos anos 90 e início dos anos 2000, acontecem os primeiros Encontros Nacionais de Agroecologia – ENAs, que culmina com a constituição da Articulação Nacional de Agroecologia, em 2002. A necessidade de avaliação crítica do papel das mulheres na agroecologia emergiu no primeiro ENA.

No período que se segue, de 2003 à 2012, nos governos do Partido dos Trabalhadores, permanece a crítica aos impactos do agronegócio nos territórios, a luta pela reforma agrária e contra os agrotóxicos e transgênicos. No período, há também uma forte ascensão do debate da agroecologia nos movimentos sociais do campo, águas e florestas, como a CONTAG, Via Campesina, CNS. É um período de maior identificação dos movimentos de povos indígenas e povos e comunidades tradicionais ao movimento agroecológico. Foi uma fase também marcada pela participação intensa da sociedade na construção de políticas públicas dentro do CONSEA, CONDRAF e CNAPO. As redes agroecológicas existentes nos estados e territórios se fortalece e incorpora novos atores. Há um crescimento expressivo e reconhecido da agroecologia, uma explosão das feiras agroecológicas em diversos municípios.

Em 2011 acontece a Marcha das Margaridas, um marco no movimento sindical, quando as mulheres firmam seu compromisso com a agroecologia enquanto estratégia de desenvolvimento rural. O movimento agroecológico começa a dialogar com outros movimentos sociais, promovendo diálogos de convergência com o movimento da saúde coletiva e outros movimentos urbanos.

Iracema Moura (Ministério da Saúde)

Começou sua apresentação relatando o processo de organização do livro “Avaliação do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica”. Para a elaboração do texto sobre os antecedentes e aspectos fundantes da agroecologia no Brasil, foi elaborado o seguinte questionamento: como um tema como a agroecologia entra para a agenda de governo e vira política pública? Para responder a essa questão foi feito um levantamento dos diversos programas, projetos e ações que foram desenvolvidos pelo governo brasileiro ao longo dos anos e que foram precursores disso.

Nesse contexto, ela ressalta os programas que foram fundamentais para o acúmulo de experiências e o desenho de políticas públicas: O Sub-Programa Projetos Demonstrativos – PDA, executado pelo Ministério do Meio Ambiente – MMA e o projeto Lumiar, do INCRA, criado em 1997 e que tinha a agroecologia como enfoque. Essas experiências foram embriões de políticas públicas, ainda desarticuladas.

A partir de 2003, com a criação do Programa Fome Zero e a centralidade da temática da Segurança Alimentar e Nutricional – SAN na política de governo, o CONSEA é reconstituído e reestruturado para permitir assim a ampla participação social na construção e acompanhamento de políticas públicas. São estruturados diversos programas, como o PAA, o PNAE e a PGPM-Bio, assim como a ATER, o crédito e o seguro safra são fortalecidos.

Em 2006, o termo agroecologia aparece expressamente na Lei Orgânica de Segurança Alimentar – LOSAN. Em 2010, o Direito Humano à alimentação adequada e saudável é inserido na constituição por meio de emenda.

Com a agroecologia entrando na pauta de agendas estruturantes, se questionaram sobre a necessidade de integrar essas iniciativas por meio da elaboração de um plano. Em 2012, todos esses programas e ações que vinham sendo desenvolvidas foram agregados à Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.

Mário Ávila (UnB)

Para começar a apresentar os resultados da avaliação do PLANAPO, Mario Ávila contextualizou como foi feito o estudo, considerando o diferencial dessa política, que previa integrar diversas políticas, planos e ações de diferentes Ministérios.

Os objetivos da pesquisa, que originou o livro, eram analisar a fase de construção da política, por meio de análise de textos e entrevistas qualitativas, e também de avaliar o processo de execução da primeira edição do PLANAPO, com uma análise qualitativa e quantitativa de sua implementação.

Sobre a análise do primeiro PLANAPO (2013-2015), identificaram que foi investido R$1,8 bilhão, distribuídos em seus 6 grandes objetivos, 14 metas e 125 iniciativas. Nesse cenário é importante compreender qual foi a eficiência e a capacidade do Estado em implementar essas ações e dar sinergia aos diversos ministérios e órgãos públicos envolvidos.

Regina Sambuichi (IPEA)

Regina Sanbuichi apresentou brevemente os resultados do estudo, dada a limitação de tempo. Foram feitos alguns destaques, listados a seguir.

1 - Sobre a análise da concepção da política, a metodologia utilizada foi a realização de entrevistas semi-estruturadas com os atores chave, no caso os participantes da CNAPO e CIAPO. Foi identificado o seguinte:

- aspectos positivos: a existência da política, a construção participativa e o desenho de gestão do plano;

- aspectos negativos: baixa prioridade da agroecologia no governo (grandes investimentos ao agronegócio)

2- Sobre a análise da concepção do plano:

- aspectos positivos - articulação de iniciativas dispersas, inserção de temas importantes, fomentou a articulação dos movimentos sociais;

- aspectos negativos: apanhado de políticas existentes, com pouca inovação, falta de integração entre as iniciativas, limitação de recursos, falta de inovação dos instrumentos de implementação

Sobre a execução do PLANAPO, ao analisar cada meta colocada no plano, é possível identificar muitas iniciativas que foram bem realizadas e outras que tiveram dificuldades de execução. Destacou que a meta 1, que teve a maior parte das iniciativas executadas, não atingiu seu objetivo final, pois o recurso destinado ao crédito não foi aplicado. Além disso, cabe ressaltar que os objetivos não foram dimensionados para o período do plano (2013-2015), mas visando uma estratégia de ação a longo prazo.

Em relação ao objetivo 2 – fortalecimento das mulheres rurais, a maior parte das ações planejadas foi executada, com destaque para a diretoria de mulheres do MDA, que foi a grande responsável pela boa execução da meta.


 Emma Siliprandi (GT Mujeres, Agroecologia y Economia Solidária de CLACSO – Espanha)

Para Emma, um dos principais resultados desse processo de concepção e execução PLANAPO é o reconhecimento e o protagonismo das mulheres em todas as etapas de sua construção.

Em seu artigo sobre mulheres do livro (capítulo 9), ela destaca as dificuldades que as mulheres encontram de passar de uma reivindicação, para depois partir para a construção e o acompanhamento de políticas públicas. A participação das mulheres na discussão de políticas públicas agroecológicas é bastante antiga e não começa com a PLANAPO. A participação começou na década de 80, quando as mulheres começaram a se organizar nos sindicatos, até culminar com a Marcha das Margaridas

A PLANAPO tem uma marca forte de ser uma resposta aos movimentos de mulheres. É a política que mais atendeu as mulheres rurais, de forma transversal. Isso aconteceu, pois sociologicamente houve uma janela de oportunidades. Havia sensibilidade pelo tema, grande organização dos movimentos de mulheres articulados (rurais e urbanos),  havia uma estrutura no governo e um diálogo com o governo.

Destacou o acordo feito entre os movimentos de mulheres e a CNAPO para que, um dia antes de todas as reuniões das comissões nacionais, houvesse uma reunião de mulheres. Isso implica em recursos e o governo conseguiu garantir isso. Conseguiram também que as suplentes viessem para as reuniões, já que em muitos movimentos as mulheres ainda estavam na suplência, e o governo viabilizou isto também.

Por fim, ressaltou que tudo o que foi alcançado foi fruto da luta das mulheres que estavam no governo e das mulheres de movimentos sociais.

Paulo Peterson

Para fechar a análise, Paulo Peterson fez uma análise política da PNAPO. Para isso, utilizou algumas palavras chaves para reflexão, como nichos, resistência, heterogeneidade.

A primeira delas é “nichos de inovação” ou “trincheiras”. Fez um resgate que no período da ditadura militar, período mais feroz da relação da sociedade com o Estado, as Comunidades Eclesiais de Base, que são as raízes profundas da agroecologia, funcionaram como esses nichos. No período da modernização agrícola, as pessoas do campo estavam resistindo, de diferentes formas (heterogeneidade).

Se o Brasil cumprisse sua constituição, o mundo rural seria outro. Qual deveria ser o objetivo de uma política de agroecologia? Deveria ser a função social da terra, a reforma agrária.

Quando a agricultura familiar é reconhecida, e isso é institucionalizado em lei, se abre uma oportunidade política. A categoria é então reconhecida, mesmo com as suas limitações iniciais de integrar povos indígenas e povos e comunidades tradicionais. A partir daí, são criadas políticas para a Agricultura familiar.

As conquistas dos atores sociais que foram envolvidos no processo precisa se fazer visível. Ao falar de nichos, nesse contexto político atual, significa reconhecer o papel de pessoas que estão dentro da estrutura de Estado e que são aliadas. Por exemplo, o MAPA já estava com um programa nacional da produção orgânica elaborado e suspenderam isso, para então construir junto com os demais atores a PNAPO

Onde estão os focos de resistência? Na sociedade e no estado? É necessário articular os nichos.

Outro conceito chave é o de território. Essa é uma grande fragilidade da PNAPO, pois não há política no geral, é necessário fazer a interface com os atores do território. Precisa de atores que conheçam e manejam o território. Os Núcleos de Agroecologia, estão fazendo isso no território, e contribuindo para esse diálogo entre as universidades e os agricultores e agricultoras familiares do território.

No momento político atual a janela fechou e é necessário forçar para manter essa janela aberta. Os nichos continuam, é preciso saber reconhecê-los.

Vamos seguir existindo como nicho. Precisamos manter nossa articulação.


 DEBATE E MANIFESTAÇÕES DA PLENÁRIA

1 – Rodrigo, INCRA, veio trazer um pouco da angústia de seu trabalho de campo  e sobre o alcance das políticas públicas, pois a política não chega a ponta.

2 - Lucimar - Embrapa Meio Ambiente - Chamou atenção a dificuldade dos agricultores em acessar recursos financeiros concretos para alavancar a produção. Quais são os problemas identificados no acesso ao Pronaf?

Regina -. Já tinham um diagnóstico dos problemas antes do plano e o crédito sempre foi difícil. É preciso repensar o financiamento da transição agroecológica, para buscar alternativas.

3 - Sebastião – citou que vê um conflito entre duas narrativas. No Norte de MG, onde atua,

os produtores lamentam a perda do poder de mobilização social nos governos PT. Aqui se falou o contrário, de fortalecimento da mobilização social. Gostaria de ouvir a opinião dos palestrantes.

Denis – a questão é importante nesse momento político. Na década de 80 as lideranças foram se afastando das bases, para poderem atuar e influenciar esferas políticas maiores. Os ciclos vão acontecendo. Nos anos 2000 muita energia foi colocada na construção de políticas públicas. Isso se deu em sinergia com a organização social de base ou em detrimento disso? Como atualizamos o contexto?

4 - Mariana – gostaria de esclarecer qual o conceito de território, enquanto categoria de análise. Como é trabalhado esse conceito na política de agroecológica? Nos estados, as comissões de produção orgânica estão acontecendo?

Paulo Peterson - A questão é boa, pois é recorrente. De fato, durante um período o governo trabalhou com essa abordagem territorial. A ideia não foi comprada pelos ministérios. Território é uma construção social, assim como a agroecologia. Agroecologia é específica, diferente do agronegócio. No território é que se constrói poder.

5 - Patrícia – para dialogar com a fala da Emma, relatou que ela também fez uma análise do material. Identificou que na segunda versão do plano as mulheres não estão em tantos espaços. O processo de construção do plano tem o protagonismo das organizações feministas. Houve um grande empenho da diretoria de mulheres rurais do MDA. Pergunta: a Emma teve a oportunidade de conversar com alguém da diretoria do MDA para contribuir com a narrativa?

Emma - a diretoria é apontada por todos como protagonista. Nas entrevistas abarcou as pessoas que estavam no governo na época do estudo e alguns que já haviam saído.  O segundo Planapo foi um momento de resistência, de manter as conquistas, mas com dificuldade de ampliar.

6 - Como fazer a política acontecer na base? Tem alguém acompanhando a criação de políticas estaduais e ou municipais?

Rogerio -Florianópolis, que está avançando na lei municipal de agroecologia.

8 - Flavio, Casa Civil-BA – Em sua experiência profissional identifica que existe uma dificuldade de integrar políticas no estado. Sabendo que o PLANAPO previa tanta integração, como eles lidaram com isso? O que foi executado e que contribuiu para gerar construção social nos territórios? O que isso contribuiu efetivamente na mudança da realidade? As políticas passam, mas o que fica dinamizado no território?

Miguel - é um desafio pensar em fazer políticas diferentes.

9 - Eduardo  - estudante de geografia - Sobre o acesso ao crédito. Para ter acesso ao crédito, é preciso alienar a terra e comprar o pacote do agronegócio. Nesse sentido, como está a alienação da terra para o Pronaf agroecologia, alienam a terra?

Iracema – Isto toca uma questão de fundo, que não conseguimos responder aqui. O crédito precisa de profundas alterações.

7 - Flávia - UFRS – sobre a questão dos nichos e espaços protegidos - temos que voltar para as bases. Como falado pelo Paulo, um instrumento de fortalecimento desses espaços está nos mercados, nas feiras. Mas falar da resistência (mercado crescente, consciência do consumidor), pode começar a deixar o movimento preso a uma discussão meramente mercantil. Temos que pensar em espaços de existência e não de resistência.

10 – Kátia - pesquisadora Embrapa – fez uma manifestação sobre os nichos de resistência. Precisamos ter clareza das reais ameaças e do potencial de nos tirarem conquistas. Algumas instituições públicas estão passando por um processo silencioso de privatização, passando antes por restrições de recursos. Precisamos ter clareza disso que está acontecendo.


Paulo - Esse tipo de reflexão é essencial. Não podemos ficar presos ao debate instrumental das políticas, mas precisamos usar isso para mudar o fluxo de poder. A Contag apresenta todo ano uma pauta de mais crédito, mas para cobrir as dívidas do crédito anterior. Estão presos no sistema financeiro. Como saímos disso?A agroecologia responde um pouco a questão, já que busca desmercantilizar a agricultura, com redução na compra de sementes e fertilizantes. Estamos num ambiente de cooptação. Não podemos perder a origem dessa discussão, por isso a importância da memória.

 

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#AT57 – Novas Biotecnologias I: riscos e ameaças

Nuevas Biotecnologías I: riesgos y amenazas

Dia 13 | 14h00 – 17h00 | GUEROBA | #Agroecologia2017

Responsável(is): Pablo Galeano (Redes – Uruguai); Maria José Guazelli (Rede TECLA); Coordenador: Leonardo Melgarejo – substituindo Rubens Nodari (UFSC)

Relato: 

Estiveram presentes cerca de 50 participantes, entre estrangeiros e brasileiros, na roda de conversa que tratou de riscos e ameaças de novas biotecnologias, coordenada por Leonardo Melgarejo. Pablo Galeano trouxe o tema “Novas Biotecnologias CBA (Nuevas Biotecnologías CBA)”, e Maria José Guazelli o tema “A Importância da Avaliação de  Novas Tecnologias e a Participação Social”.

Leonardo Melgarejo explicou inicialmente que nesta atividade seriam discutidos os processos de modificação e transformação da vida. Já no dia seguinte (#AT95) seriam abordados os impactos provenientes do uso das biotecnologias e outras tecnologias genéticas. Ele também destacou alguns elementos da apresentação de Rubens Nodari, que não pôde comparecer ao evento, ressaltou o papel da ciência na evolução dos transgênicos, questionou a liberdade comercial dos OGM's e chamou atenção ao fato de que há poucos  estudos sobre seus impactos. Opinou que quando ocorrem, estes estudos são realizados de forma limitada, ou seja, em condições otimizadas que não conseguem reproduzir a diversidade de situações em condições reais. Disse que no Brasil, por exemplo, ocorre apenas o acompanhamento ao longo de 5 anos. Após esse período, os organismos (produtos) são liberados. 

Leonardo afirmou que a cada ano as tecnologias geram novos problemas. Isto leva à criação de outras tecnologias com o intuito de resolver os problemas gerados pelas tecnologias anteriores. Finalizou sua fala dizendo que 40% dos estudos mostram que as empresas e instituições têm conflitos de interesses quanto a novas tecnologias. Passando em seguida a fala para o primeiro palestrante.

Pablo Galeano inicia sua palestra falando que, por trás das novas promessas do mercado da biotecnologia, existiam apenas interesses comerciais. Em seguida fez uma pergunta motivadora: “O que falamos quando falamos de novas biotecnologias”? E ele mesmo explicou que qualquer aplicação tecnológica que se use sistemas biológicos e organismos vivos, é biotecnologia, e citou como exemplo a biotecnologia moderna que utiliza técnicas com ácido nucleico e cultivos in vitro. Pablo afirmou que existem novos transgênicos (OGM’s) no mercado, disponíveis à população. Também de modo sucinto explicou o que é a cisgenia, o silenciamento de genes (IRNA), a edição genômica e os condutores genéticos, conhecido como Gene Drives.

Um exemplo citado foi sobre o combate à Malária, cujo foco é o mosquito transmissor da doença. Acredita-se que exterminando o mosquito erradicaria a doença, então foram criados mosquitos transgênicos machos que produzem descendentes inférteis para competir com os machos nativos e consequentemente, diminuir a população. Essa descoberta pode acelerar o desenvolvimento de condutores genéticos para suprimir as populações de mosquitos em níveis altos até chegarem ao extermínio da população. Opinou que, como não há estudo específico sobre a eficiência e os impactos dessa biotecnologia, é necessário estabelecer moratória/proibição na disseminação desses OGM’s. 

Pablo destacou que, ao se manipular determinados genes, impactos importantes em outras regiões do genoma e resultados inesperados podem ocorrer.  Quanto à biologia sintética, ressaltou que novos produtos e peças artificiais já estão sedo utilizados no mercado.

As promessas transgênicas se apresentam como uma proposta política ao pregar que é possível produzir mais e sem prejudicar o meio ambiente. O discurso é que a população cresce e é necessário produzir mais. Há nesta fala dos defensores da transgenia um apelo político “devido” e aceito pela maioria da população, dentre outros aspectos. Em todo caso, vê-se os processos de biotecnologia fugindo do rumo previsto, a exemplo da soja transgênica que já apresenta resistência ao glifosato. Na ocasião, o palestrante faz uma pergunta à plateia: “Quem precisa das novas biotecnologias? O que você responderia se lhe perguntar da necessidade da biotecnologia”? Ele mesmo respondeu: “A biotecnologia é importante para o acúmulo do capital. Ela não está solucionando o grande desafio da humanidade”. E exemplifica casos pontuais: “a Monsanto detém parte do controle biológico; e, a WWF diz que a biotecnologia vai ajudar a preservar o meio ambiente, mas não é dito que estão usando organismos geneticamente modificados”. Pablo termina sua apresentação destacando que essas novas biotecnologias estão sendo utilizadas no Uruguai. Contudo, há um grupo interdisciplinar da Universidade Nacional do Uruguai que tem promovido uma agenda de luta contrária e construindo um plano nacional de agroecologia. 

A segunda palestra foi proferida por Maria José Guazelli. Esta destacou a importância de se avaliar as novas tecnologias. Além disso, chamou atenção que devemos procurar entender o que vem ocorrendo nessa área. Segundo a palestrante, há uma avalanche de coisas novas que não compreendemos. Nesse sentido, explicou o que é a Nanotecnologia e as possibilidades de seus impactos em diferentes áreas da atividade humana, no meio ambiente e nos seres humanos. Na agricultura, esse tipo de tecnologia vem sendo utilizada na proteção de cultivos e no melhoramento de plantas. Alguns exemplos foram citados, como os nanoagrotóxicos, a película para prolongar a vida das frutas, a embalagem que pode ser comida, dentre outras. A palestrante também evidenciou que não há regulamentação nem no Brasil e nem no Mundo. Dentre as inúmeras preocupações, salientou que as nanos partículas (um nano possui um tamanho variando entre 1 a 100 nanômetros (nm)) são capazes de atravessar as barreiras do cérebro e da placenta.  Para esse tipo de tecnologia não existem estudos de impactos.

Quanto à Biologia Sintética, Guazelli explicou que ela programa e escreve o código genético e, utilizando-se de um ser vivo (uma bactéria, um fungo), faz modificações que reduzem ou eliminam características "indesejáveis" ou acrescentam características "desejáveis". A biologia sintética cria novos seres vivos para serem colocados no meio ambiente. Esse tipo de técnica de manipulação pode criar diferentes produtos que são quase idênticos àqueles de onde foi obtido o material genético, visando uma característica específica. Então, Guazelli perguntou: Qual o objetivo da biologia genética? Ela mesma respondeu: Gerar produtos de alto valor, dentre outros. Esses produtos são muitas vezes propagandeados ou vendidos como "naturais e sustentáveis". Para produtos mais caros, a biologia sintética se aproxima mais do que é o natural. Isso é interessante para mercados sofisticados. Novamente a palestrante questiona: E a regulamentação? 

Como exemplos de produtos modificados destacou os citros, a stévia e o leite. Para Guazelli, vem ocorrendo uma gradual tentativa de substituir os produtos naturais, advindo das atividades agrícolas, por produtos artificiais e manipulados. Estes são vendidos como saudáveis. Para a palestrante, o objetivo é ter produção sem precisar dos agricultores. Ela destaca que os agrotóxicos são um horror, mas que com o passar do tempo eles vão perdendo sua toxicidade. Contudo, as modificações genéticas têm um impacto muito maior no meio ambiente.

As questões mencionadas, dentre outras, serviram de inspiração para que a América Latina criasse a Red Tecla (Rede de Avaliação Social de Tecnologias na América Latina). Esta tem o objetivo de articular diferentes atores e parceiros, além de procurar verificar quais são as angústias e as ações que estão acontecendo por parte das organizações para pressionar a não liberação dessas tecnologias. Essa Rede, que é aberta a outras organizações, está estabelecida no Uruguai, e tem o e-mail de contato: contacto@redtecla.org.

Guazelli também questiona: tem gente estudando os impactos sociais, econômicos, ambientais dessas tecnologias?

O conjunto de informações que foi mostrado sobre essas novas tecnologias nos leva a pensar que estamos vivendo de forma alienada sobre o que está acontecendo. Atualmente muitos produtos alimentares que consumimos são produzidos a partir de materiais transgênicos (a exemplo dos doces e queijos) e não sabemos. Além do impacto na saúde, no caso dos agricultores é a retirada da autonomia deles. Assim, as funções de produzir alimentos, dentre outras, vêm sendo removidas, e isto pode desestruturar seu modo de vida. 

Ao final, a palestrante enfatiza que: “Não podemos desistir!! Lembrou que era difícil achar produtos agroecológicos há 30, 40 anos. Atualmente no RS, por exemplo, há feiras agroecológicas em muitos lugares”.

Foto da atividade:

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#AT18 – De que Agricultura Urbana estamos falando?

¿De qué agricultura urbana estamos hablando?

Dia 12 | 14h00 – 17h00 | ARARA CANINDÉ | #Agroecologia2017

Responsável(is): Juliana Luiz (CEPAGRO); André Biazoti (Movimento Urbano de Agroecologia); Sergio Schneider (UFRGS); Miguel Altieri (SOCLA – Chile); Coordenadora: Daniela Adil (AUÊ)

Responsáveis pela atividade: estamos ansiosos para publicar seus materiais aqui, mas precisamos de sua permissão. Basta enviar para o endereço eletrônico  relatosagroecologia2017@itbio3.org a mensagem:

Concordo com a disponibilização do(s) material(is) apresentado(s) por mim na atividade #AT18 – De que Agricultura Urbana estamos falando? no blog https://relatosagroecologia2017.itbio3.org/atividades/   e concordo  com o termo de uso do blog relatosagroecologia2017.itbio3.org/atividades/termo-de-uso/”.

 Materiais adicionais (fotos, relatos vídeos etc.) são muito bem-vindos na mensagem.

 

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#AT14 – Intercâmbio de experiências territoriais para a conquista da soberania alimentar na AL

Intercambio de experiencias territoriales para la conquista de la soberanía alimentaria en AL

Dia 12 | 14h00 – 17h00 | TAMANDUÁ BANDEIRA | #Agroecologia2017

Responsável(is): Eric Holt-Gimenez (Food First – USA); Maria Emília Pacheco (FASE); Coordenador: Marcos Figueiredo (UFPE)

 

Facilitação Gráfica:

Responsáveis pela atividade: estamos ansiosos para publicar seus materiais aqui, mas precisamos de sua permissão. Basta enviar para o endereço eletrônico  relatosagroecologia2017@itbio3.org a mensagem:

Concordo com a disponibilização do(s) material(is) apresentado(s) por mim na atividade #AT14 – Intercâmbio de experiências territoriais para a conquista da soberania alimentar na AL no blog https://relatosagroecologia2017.itbio3.org/atividades/   e concordo  com o termo de uso do blog relatosagroecologia2017.itbio3.org/atividades/termo-de-uso/”.

 Materiais adicionais (fotos, relatos vídeos etc.) são muito bem-vindos na mensagem.

 

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