VISITA 13. SÍTIO HISTÓRICO E PATRIMÔNIO CULTURAL KALUNGA – COM PERNOITE

Local de saída: Centro de Convenções Ulisses Guimarães Local da visita: Cavalcante/GO
Dia da visita: 16/09 a 17/09 Saída: Ulisses Guimarães – 5h do dia 16/09 Retorno: Ulisses Guimarães – 16h do dia 17/09
Quilometragem ida e volta: 850 km
Quantidade mín. de participantes: 20 Quantidade máx. de participantes: 25
Responsáveis: Kalungas
Temáticas da visita: 1. Mulheres e Agroecologia; 2. Juventudes e Agroecologia; 3. Conservação e Manejo da Sociobiodiversidade e Direitos dos Agricultores e Povos e Comunidades Tradicionais; 6. Campesinato e Soberania Alimentar 4. Agroecologia e resiliência socioecológica às mudanças climáticas e outros estresses; 5. Manejo de Agroecossistemas; 6. Memórias e História da Agroecologia;
Atividades da visita: – Recepção e apresentação; – Fabricação de produtos ancestrais do quilombo; – Visitação das roças tradicionais quilombolas; – Apresentação teatral do grupo de jovens do quilombo;
O participante deverá trazer: – Os participantes devem trajar vestimentas adequadas para mutirões ao ar livre, como sapatos fechados, calça comprida, usar chapéu ou boné, etc. – Barraca ou colchonete; – Roupa de cama (cobertor, travesseiro, lençol); – Roupa de banho; – Material de higiene pessoal; – Utensílios para a alimentação (prato, talher e copo); – Bloco de anotações e canetas;
VALOR 160,00 – Incluso café da manhã, almoço, jantar e transporte local

Nota sobre a visita

Considerado o maior remanescente dos territórios quilombolas do país, os Kalungas possuem uma importante atuação na manutenção do saber tradicional, cultural e espiritual. Como a maioria de todos os quilombos, os Kalungas estão diretamente relacionados com a história deste país e com a colonização do interior diante da descoberta de ouro em Minas Gerais e Goiás. São a história viva e o exemplo da resistência e da luta por dignidade e respeito.

O território dos Kalungas, consequência da coragem e do desejo de liberdade dos antepassados, constituiu-se em uma terra de vales e de difícil acesso para qualquer tentativa de recaptura dos escravos que conseguiam fugir das minas de ouro. Conhecedores e atentos aos processos do ambiente que os cercavam os escravos aprenderam a fazer da natureza uma aliada e amiga na segurança do que se tinha de mais precioso, a liberdade. A cultura com o cuidado do meio ambiente deu origem as formas de cultivo da vida e do alimento dos atuais Kalungas.

Como conseqüência, a região, localizada na Chapada dos Veadeiros, conhecida pela beleza natural, abundante em água e diversa na flora e fauna remanescentes do Cerrado, é um dos principais e mais belos resquícios que o Agronegócio do Centro Oeste, no Estado do Goiás, não conseguiu avançar e destruir. Foi reconhecida pela fundação Palmares nos anos de 2000 e teve sua certidão emitida pelo Incra em 2005. Até pouco tempo os Kalungas tinham sua posse definida e reconhecida para a garantia de seus territórios, mas recentemente enfrentam sérios problemas com a pressão de construções de Pequenas Centrais Hidroelétricas (PCH) que ameaçam o Rio das Almas e exclui parte do território Kalunga para a execução do empreendimento. A PCH, denominada Santa Mônica, é mais um empreendimento ligado a interesses exclusos da sociedade e tenta ser viabilizado por influências de famílias coronelistas da região, mediante um Estado latente para com a história e o respeito ao povo Kalunga.

No site do evento: link

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